quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Meio assim

Há algum meio
De eu me tornar
Teu único meio
De ser inteiro?

(Isabela Xavier)

Warm and cozy by Magdalena Gonciarz
a photo by Magdalena Gonciarz on Flickr.

Encontro

 Sky to Sea By http://pixx-73.deviantart.com

Me encontre
Na quarta noite
Quatro estrelas
Após a lua

Numa via 
Bem escura
Cuja luz única
Seja a do céu

Se por acaso
Perder-se ao luar 
Pare em uma nuvem
Não siga em frente 

Faça o sinal
E espere 
Que já te busca
Qualquer estrela cadente

(Isabela Xavier)

Inverno

Untitled by knights☠
a photo by knights☠ on Flickr.

Em pleno inverno
Ainda me derreto
Se me perco
Em teus olhos
Por mais frios
Que olhem
Em minha direção

Quem pode entender
Um coração recusado
Que persiste
E insiste
Que sua espera
Tem razão? 

(Isabela Xavier)

Não me espere

we all float by daydream-in-blue

Não espere um retorno
Nem retorne
Não torne a esperar
Que eu me torne
Apenas alguém 
Que te espera

(Isabela Xavier)

Incógnita

Verdade mesmo é que
O que está dentro
Nem quem está por dentro
Consegue enxergar

(Isabela Xavier)

07 Apr: Trapped by gideon_koh
a photo by gideon_koh on Flickr.

Livre mente

Quis ser poeta livre
Não soube conter
A torrente de poesia

Tornou-se escravo
Dos próprios versos
Em sua vida-fantasia

(Isabela Xavier) 

The old man and the sea. by jaci XIII
a photo by jaci XIII on Flickr.

Solitário desab(af)o

Gang Aft Agley (3) by Liam Levitz
a photo by Liam Levitz on Flickr.

Hoje desisto de mim
E deixo meu barco afundar
Em um copo de vodca
Ou na almofada do sofá

Jogo na mesa os livros e os compromissos
Hoje eu escolho o que ficará
Escancaro a janela do apartamento
Convidando a tempestade,
Deixo a chuva molhar

Hoje, só hoje
É o dia de me largar
À própria sorte
E de me jogar
Na pausa que a vida dá

Hoje estou feliz assim,
Solitário
Fechado em pensamentos delirantes
Sou sofredor voluntário
Escravo de uma mente errante

Lembre-se de me esquecer
Finja que nunca existi
Ignore a importância que me dá
Sou eu, e só eu,
O único que cabe aqui

Não me toque a campainha
Esqueça o telefone, nem me ligue
Hoje aprecio meus demônios
E degusto o que a vida me proíbe

(Isabela Xavier)

Ficção

Untitled by Valerio Photography/Alessa
a photo by Valerio Photography/Alessa on Flickr.


Personagem te faço
Criei uma ilusão
E assino embaixo

Na minha história de amor
Abro teu coração
Sou teu herói e sou autor

As fantasias que criei
Todas sobreviverão
À realidade que recusei

Leio e releio nosso romance
Única concretização
Ao meu curto alcance

(Isabela Xavier)

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Sempre passa

Disappear by tothzoli001
a photo by tothzoli001 on Flickr

 
Tudo isso vai passar
As lágrimas 
Vão secar
Os passos que ainda
Ouço pela casa
Vão cessar
Essa dor
A aflição
Esse vazio
Da solidão
Tudo isso passará

A curtas passadas,
Mas irá
Eu sei

Mas também sei 
Que sou fraco
E dou 
Mais um passo
Em direção 
Ao passado
Mesmo sabendo que
Caço a frustração
Voluntária ilusão
Com que decido
Me presentear

Mas isso tudo
Ah, esse tropeço no escuro,
Isso também passará

(Isabela Xavier)

terça-feira, 3 de junho de 2014

Complexo - PHpoemaday

Odeia essa cara 
Sempre fechada
Não gosta do feitio 
Dessas cores, odores
Desses traços vazios

Odeia esse olhar
Frio, dissimulado
Esses atos sem nexo
Quebra-se em cacos
Odeia o próprio reflexo

(Isabela Xavier)

Tema do dia 3: espelho.

Blogger templates