quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Meu livro publicado, finalmente!

Amigos do Exteriorizando, é com alegria que informo a vocês que meu livro finalmente foi publicado! A publicação é independente, e os exemplares da primeira tiragem chegaram a minha casa hoje.

Capa do livro.

Para quem se interessar, aqui vai o link do blog que fiz para as informações e a venda do livro: http://isabelaxavier.blogspot.com.br/

Obrigada por lerem o que escrevo, por comentarem e incentivarem. Se esse livro existe, é porque foi aqui, neste blog, que tudo começou!

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

No fundo

125389-F by marcisovsky.com
a photo by marcisovsky.com on Flickr.


Do fundo do coração
Não se diz nada
Não

Bombeia-se apenas
Sangue para um
Corpo molenga

Do fundo da alma
É que se diz
O que falta

Do fundo da garganta
É que se grita
O que atravanca

No fundo, é a mão
Que treme 
A emoção

No fundo, é o olhar
Que diz
Sem explicar

(Isabela Xavier)

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Antes tarde

Cedo ou tarde
Eu cedo,
Você sabe

Só pra saber
Que amanheço
Ao lado seu

(Isabela Xavier)

Lying awake at night. (315) by whatmegsaid
a photo by whatmegsaid on Flickr.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Insustentável

Burning wood by patrmach
a photo by patrmach on Flickr.

Tudo aqui é cinza
São cinzas
De um verde
Que não vejo mais

É fuligem
Rastro do fogo
Que deixa para trás
O que encontra vivo

Vestígios desumanos
 De um homem nocivo
Nós, tão humanos,
Somos uns animais
Brincando de irracionais

(Isabela Xavier)

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Inatingível

Shiny Night by marcisovsky.com
a photo by marcisovsky.com on Flickr.

Quero andar na linha do horizonte
Onde o céu se deita sobre o mar
Quero tocar a linha tênue
Que aproxima o amor do ódio
E separa razão e fantasia
Quero encostar na ilusão
Ter na palma da mão
Uma gota do intangível
Um pedaço de poesia

(Isabela Xavier)

domingo, 22 de dezembro de 2013

Assim fui

Eu fui dela
Eu fui vontade
Eu fui espera
Eu fui saudade

Eu fui só dela
E por ela
Eu fui só
Fui-me, só

(Isabela Xavier)

Eyes on the night by matley0
a photo by matley0 on Flickr.

sábado, 14 de dezembro de 2013

Adivinhação

Ah, ele não entendeu
Que, sobretudo,
Quando me mostro,
De fato desnudo
O que exponho
E encubro
O desgosto
De ter que
Mentir
Ao medir
O que pode ser
Disposto
E o que deve ser
Suposto

(Isabela Xavier)


Silhueta by Ary Chedid
a photo by Ary Chedid on Flickr.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Tempestade

É só chuva
E não esperança
O que pinga do céu
E te alcança
Encharcando-te
Aos poucos

É feito orgulho
Que tu respingas
Nos outros
Enquanto te afogas
Em solidão
Feito louco

(Isabela Xavier)


Storm In Edgewood by LostinNM
a photo by LostinNM on Flickr.



segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Livre?

Se te livrei do pesar,
Condenei-me justamente
Ao eterno rogar

Implorando em pensamento
Que, livre de correntes,
Volte a ti o sentimento
  
Ou que morra de vez
A loucura que alimento
Com plena lucidez

(Isabela Xavier)

mass destruction by daydream-in-blue
a photo by daydream-in-blue on Flickr.

domingo, 24 de novembro de 2013

Platônicos

Entre eles pairava o sentimento não dito, explicitamente escondido entre dois cúmplices. Entre sorrisos. Entre olhares. 
Ambos fingindo, sabendo, simulando. Dissimulando. Ninguém falava nada, gostavam daquele amor inteiro, quase reprimido, quase consumado. Do contentamento calado, quando um toque arrepia a pele e desnuda a alma.

Disfarçavam, satisfeitos, a respiração acelerada e as batidas cardíacas desesperadas, quando a presença do outro era maior do que o silêncio podia suportar.
Era puro prazer observar os gestos de amor escapados por entre dedos gelados, nervosos, ansiosos. 
Ansiosos por amar, assim eles eram. E, para preservar seu amor, assim o enterravam. Enterravam no fundo seguro onde nem um nem outro poderia escavar. Nem explorar até que o tesouro sucumbisse de tanto sentir. De ardor. De dor, que horror. Que pesar. De amar.

(Isabela Xavier)


Foreigner: in between by aleah michele
a photo by aleah michele on Flickr.

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